sexta-feira, agosto 25, 2006

Várias covers, um remix-versão e um mashup

Tenho de admitir que se alguém me dissesse que eu ia ouvir música de um grupo de Dallas, de montes de tipos com túnicas brancas e ar generalizado de seita religiosa capaz sei lá do quê, eu não ia acreditar. Mas é verdade. E agora gosto dos Polyphonic Spree (têm um belo site, e também estão no myspace). Conheci-nos na banda sonora do Eternal Sunshine of the Spotless Mind e agora ouvi-os transformados (há quem diga que é uma cover, há quem jure que é uma remistura) pelos The Go! Team (já mencionados por cá).
Bem, o que quer que seja que os Go! Team fizeram com o tema Soldier Girl, dos Polyphonic Spree, está aqui. Também anda por lá uma cover dos Architecture in Helsinki (que são australianos) do Love is the Drug dos Roxy Music.
E por falar nos AIH, no my space deles há uma cover dos Beach Boys e um mashup deles próprios com Busta Rhymes.
Por outras bandas, os Arcade Fire atacam o This Must Be The Place (Naive Melody), dos Talking Heads e os Talking Heads fazem uma cover de These Boots Are Made For Walking, tema mais conhecido na voz de Nancy Sinatra.

The Go! Team - Soldier Girl (Polyphonic Spree) (mp3)
Architecture in Heslinki (my space)
Aracade Fire - This Must Be The Place (Naive Melody) (Talking Heads) (mp3)
Talking Heads - These Boots Are Made For Walking (Nancy Sinatra) (mp3)

segunda-feira, março 19, 2007

It isn’t easy to explain

Há bocado (já há um bom, bom bocado, mas tenho andado ocupada com outras coisas...) falei do States. Mas quem não viveu ou passou por Coimbra não sabe o que era o States. Ou melhor: até pode saber que era uma discoteca, mas isso só é pouco, porque o States era todo um programa. Era o Hi5 e o MySpace à escala de Coimbra, tudo condensado em dois andares, com uma pista e um bar. Passei tanto tempo no States! Cresci lá e tudo. Quando vim para Lisboa ainda existia, e fui a Coimbra de propósito para a última noite do States (e no fim de semana seguinte, para a outra última noite – houve duas!) Numa delas havia pessoas a levar pedaços da parede, como se o States fosse o muro de Berlim. Era uma instituição.
No States aconteciam coisas surreais, como a Magda gostar de Sepultura, eu dançar um slow do Elvis, a Cati contar o que faria ao Jim Morrisson, o concerto dos 77 com o Paulo Eno a descer as escadas em leggings (ou seriam mesmo apenas collants?), casaco curto de pêlo de leopardo e maracas (sim, maracas!!), o Carlucci dançar na pista de Walkman (não havia ainda iPods), pessoas a perderem coisas várias , desde lentes de contacto até dentaduras, entre os pontapés das botas da tropa do Tozé futurista ou das texanas da Nó, nós inventarmos letras como o grande sucesso “Ismael, José Carlos Ismael” (acho que da autoria do Ricardo) quando nos aborrecíamos, no final da noite a senhora da copa, que já não era nada nova, saía - ia com um tijolo na mala para casa (viva na Conchada),... porque é que não me lembro do nome dela?
Beeem. Cá vão umas covers de músicas que me fazem lembrar o States:

Wall of Voodoo – Ring of Fire (cover de Johnny Cash) (mp3)
Sim, era mesmo esta versão que passava no States! Assim de caras, é uma das minhas covers favoritas.

Ramones – Baby I Love You (cover de Ronettes) (ouvir)
E esta também passava! Que lindo, punks românticos! Já agora, é da autoria do produtor Phil Spector, cujo julgamento começou hoje.

Tom Jones and The Cardigans – Burning Down the House (cover de Talking Heads) (mp3)
Desculpem a heresia. Este era um dos meus temas favoritos dos Talking Heads, de que nunca me fartei por mais que o Jonee (ou era Johnny, o DJ?) o passasse…

Dsico – Gut Feeling (Cover de Devo) (mp3)
E esta? Era a loucura logo aos primeiros acordes! Com o original, claro, que esta versão falta-lhe mesmo qualquer coisa.

Nouvelle Vague – Ever Fallen in Love (cover de Buzzcocks) (ouvir)
Nada melhor que um cançãozinha sobre amores problemáticos para lembrar a adolescência.
Já agora, uma irritação: porque é que quando eu digo que gosto de covers, uma em cada três vezes alguém me diz: “E conheces os Nouvelle Vague?” com ar de que me estão a dar uma novidade? Se alguém me diz que gosta de rock eu não lhe pergunto se gosta dos Rolling Stones!

terça-feira, junho 19, 2007

Diferente mas parecido - I

Algo um pouco diferente neste post. São os originais de músicas que estamos habituados a ouvir de outra maneira porque a versão ficou mais conhecida do que o original... Hoje são meia dúzia, mas um dia destes vão aparecer mais.

Gloria Jones -
Tainted Love (mp3)
Já toda a gente sabe que a música dos Soft Cell é uma cover, mas eu só há pouco tempo encontrei o original...

Odyssey - If You're Looking for a Way Out (ouvir no my space deles)
Já do disco do início da decadência dos Tindersticks, o original é este. Enfim...

Toots and Maytals - Pressure Drop (ouvir no YouTube)
Mais conhecida na versão mais energética dos Clash ou mesmo dos Specials.

Al Green - Take Me to the River (mp3 neste blog)
Eu sou fã dos Talking Heads. E quase poderia ser fã do Al Green, nem que fosse só por isto. Mas tantas vezes ouvi a cover dos Talking Heads que o original parece mesmo estranho.

Wilbert Harrisson - Let's Stick Together (mp3 neste blog)
Realmente tem mais estilo pelo Bryan Ferry de bigode e a Jerry Hall a dar à cauda...

John Kongos - He´s Gonna Step On You Again (ouvir no MySpace dele)
Segundo a Wikipedia, esta é considerada pelo Guiness a primeira canção a ter usado um sample, uma gravação de tambores africanos. Os Happy Mondays pegaram neste tema que aparentemente na altura (em 1971) foi um sucesso (a mim o John Kongos passou-me ao lado) e mudaram algumas coisas, abreviando, por exemplo, o título do tema.